Processamento de Endoscópios na Era da COVID-19

Em tempos de incerteza, há pouco espaço para erros

Em uma publicação recente no American Journal of Infection Control, o pesquisador e autor Cori L Ofstead, MSPH et al. (2019) examinaram os "Desafios para alcançar uma desinfecção de alto nível eficaz no processamento de endoscópios."

De acordo com o artigo de Ofstead, existem evidências preocupantes de que o processamento de endoscópios pode frequentemente ser sujeito a erros, ineficaz e potencialmente representar perigo de contaminação aos pacientes. Na revisão das observações de Ofstead, denominamos os seguintes fatores como pontos ocultos de falha que podem contribuir para o processamento ineficaz de endoscópios:1

  1. Fatores humanos que contribuem para a não adesão às diretrizes, padrões e Instruções de Uso (IFU) do fabricante
  2. Uso clínico de endoscópios com danos visíveis
  3. Uso de produtos que podem interferir no processamento
  4. Presença de sujidade residual após a limpeza manual
  5. Problemas de qualidade da água de enxágue
  6. Umidade retida nos endoscópios totalmente processados

Exemplos de práticas impróprias de desinfecção de alto nível (HLD) observadas pela equipe de Ofstead incluem o uso de produtos vencidos, temperatura inadequada de HLD, testes inadequados para a Concentração Mínima Eficaz de HLDs e armazenamento impróprio de fitas reagentes para MEC.

"Estamos preocupados com o acúmulo de evidências que demonstram que a eficácia do HLD é abaixo do ideal em cenários do mundo real." - Cori Ofstead, MSPH

Implicações do processamento ineficaz de endoscópios na era da COVID-19

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a transmissão aérea do SARS-CoV-2 pode ocorrer durante procedimentos ou tratamentos de suporte, que produzem aerossóis, como intubação endotraqueal e broncoscopia. A transmissão aérea é diferente da transmissão por gotículas, pois se refere à presença de micróbios dentro de um núcleo de gotículas e pode permanecer no ar por longos períodos de tempo e ser transmitida a outras pessoas a uma distância superior a um metro ou 3,28 pés.2

O risco de infecção decorrente do processamento impróprio de endoscópios está causando alarme entre os líderes em pneumologia e otorrinolaringologia.1 O vírus SARS-CoV-2 possui uma estrutura de envelope lipídico que o torna mais resistente à limpeza por detergentes enzimáticos.3 Os endoscópios devem ser desinfetados, de acordo com as Instruções de Uso (IFU) do fabricante, após a pré-limpeza com detergente. Devido à resistência do vírus à pré-limpeza, isso diminui a margem de segurança para atingir o HLD adequado.

Embora o HLD seja uma modalidade de processamento aceitável de endoscópios semicríticos, como broncoscópios, existem artigos publicados abordando o tópico para consideração da instituição, para mudar de HLD para esterilização dessas ópticas para aumentar a segurança do paciente.

O caso da esterilização

Dadas as implicações alarmantes do estudo de Ofstead sobre potenciais pontos ocultos de falha na desinfecção de alto nível de endoscópios flexíveis, é possível que as equipes de controle de infecções em instalações em todo o mundo estejam considerando a opção de esterilizar endoscópios flexíveis, quando viável.*

“A margem de erro na desinfecção de alto nível simplesmente não é grande o suficiente para tolerar quaisquer desvios das práticas ideais." - William A. Rutala, Ph.D, M.P.H1

A diferença entre esterilização e HLD é que o processo de esterilização deve inativar um amplo espectro de micro-organismos, incluindo esporos bacterianos resistentes, enquanto o HLD elimina micro-orqanismos, mas não esporos bacterianos.4

Os Sistemas de Esterilização ASP STERRAD® usam plasma de gás peróxido de hidrogênio de baixa temperatura, para esterilizar terminalmente uma ampla variedade de instrumentais. O Sistema STERRAD NX® e o Sistema STERRAD® 100NX têm uma tecnologia capaz de penetrar lúmens longos e estreitos, mas sendo suaves o suficiente para processar instrumentos frágeis e sensíveis ao calor, como endoscópios flexíveis.

A tecnologia dos Sistemas STERRAD®, juntamente com a metodologia de "pior caso" para validações robustas de dispositivos ASP, permite a margem de erro necessária para o processamento no mundo real.

Hoje, existem centenas de endoscópios flexíveis de fabricantes líderes, que foram validados para uso nos Sistemas STERRADÒ. Para ser validado para esterilização terminal nos Sistemas STERRAD®; o fabricante do dispositivo e a ASP realizam em conjunto uma série de validações, como eficácia da esterilização e compatibilidade material ou funcional. Os cientistas e microbiologistas experientes da ASP desafiam os instrumentos para garantir que demonstrem um Nível de Garantia de Esterilidade (SAL) de 10-6 e realizam testes rigorosos em ciclos repetidos.

Para obter uma lista de endoscópios flexíveis, que foram validados para esterilização em Sistemas STERRAD®; consulte o nosso Guia de Esterilização STERRAD® (SSG).

Novas adições ao SSG: Endoscópios Flexíveis Olympus

Sistemas de Esterilização STERRAD® e seu Ciclo Número do Modelo
Sistema STERRAD NX® (Advanced) e Sistema STERRAD® 100NX (DUO) Broncoscópio (BF-XT190)
Sistema STERRAD NX® (Advanced), Sistema STERRAD® 100NX (DUO) e STERRAD® 100S Rinolaringoscópio (ENF-V4)
Sistema STERRAD NX® (Advanced), Sistema STERRAD® 100NX (DUO) e STERRAD® 100S Rinolaringoscópio (ENF-VH2)
Sistema STERRAD NX® (Advanced), Sistema STERRAD® 100NX (DUO) e STERRAD® 100S Rhinolaryngoscope (ENF-VT3)

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Se você deseja consultar um especialista da ASP sobre qualquer informação compartilhada neste blog, entre em contato conosco hoje.

Referências

  1. Ofstead CL, Hopkins KM, Buro BL, Eiland JE, Wetzler HP. Challenges in Achieving Effective High-Level Disinfection in Endoscope Reprocessing. Am J Infect Control 2019: 10.1016.

  2. World Health Organization. Modes of transmission of virus causing COVID-19: implications for IPC precaution recommendations. Available: https://www.who.int/news-room/commentaries/detail/modes-of-transmission-of-virus-causing-covid-19-implications-for-ipc-precaution-recommendations. Accessed July 7, 2020.

  3. Pritchett MA, Oberg CL, Belanger A, De Cardenas J, Cheng G, Nacheli GC, Franco-Paredes C, Singh J, Toth J, Zgoda M, Folch E. Society for Advanced Bronchoscopy Consensus Statement and Guidelines for bronchoscopy and airway management amid the COVID-19 pandemic. Journal of Thoracic Disease 2020: 10.21037.

  4. Center for Disease Control. Guideline for Disinfection and Sterilization in Healthcare Facilities. May 2019.

* De acordo com as instruções de uso do fabricante do dispositivo.

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