Infecção hospitalar: causas, impactos e como fortalecer a prevenção nas instituições de saúde

As infecções hospitalares, também conhecidas como Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), representam um dos maiores desafios mundiais para a segurança do paciente.

Apesar dos avanços científicos e tecnológicos, elas continuam sendo responsáveis por milhares de mortes evitáveis todos os anos, colocando em risco pacientes, profissionais de saúde e a sustentabilidade das instituições hospitalares.

Segundo o primeiro relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre Prevenção e Controle de Infecções (PCI)1, publicado em 2022, milhares de pacientes são impactados anualmente por infecções associadas ao cuidado em saúde no mundo, com prevalência particularmente elevada em países de baixa e média renda.

Na América Latina, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)2 alerta que a ausência de protocolos padronizados, infraestrutura limitada e desigualdade no acesso a tecnologias de esterilização aumentam o risco de infecções evitáveis.

No Brasil, por sua vez, os dados da Organização Nacional de Acreditação (ONA)3 mostram que 70% das mortes por infecções associadas à assistência poderiam ter sido evitadas com práticas adequadas de biossegurança e monitoramento.

Diante desse cenário, torna-se urgente fortalecer a cultura de prevenção, a padronização dos processos de processamento de dispositivos médicos e a adoção de tecnologias inovadoras.

É exatamente esse o compromisso da ASP: proteger pacientes durante seus momentos mais críticos™, oferecendo soluções de esterilização, desinfecção e rastreabilidade capazes de elevar o padrão de cuidado em saúde.

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O que são infecções hospitalares e por que acontecem?

Infecções hospitalares são, basicamente, aquelas que o paciente adquire após ser internado, ou que se manifestam depois da alta, desde que haja relação com os cuidados de saúde recebidos.

O surgimento delas está ligado a uma variedade de fatores, tais como:

  • superfícies e equipamentos contaminados;
  • dispositivos médicos reutilizáveis mal processados;
  • falhas na limpeza manual, desinfecção ou esterilização;
  • contaminação cruzada entre equipe e pacientes;
  • aderência insuficiente a protocolos internacionais de biossegurança;
  • infraestrutura inadequada;
  • treinamentos inconsistentes ou ausência de supervisão técnica.

Em uma perspectiva sistêmica, as IRAS não são resultado apenas de uma falha pontual, mas de vulnerabilidades cumulativas presentes em fluxos assistenciais, na engenharia clínica, na gestão da qualidade e, principalmente, no processamento de dispositivos médicos.

O CME/CE — Centro de Materiais e Esterilização ou Central de Esterilización, na América Latina — é um dos setores mais decisivos nesse processo. É nele que ocorre o fluxo completo de limpeza, desinfecção, esterilização e rastreabilidade dos dispositivos utilizados no cuidado aos pacientes.


A magnitude do problema: dados da OMS, OPAS, ANS e ONA

Os impactos das infecções hospitalares são amplos, afetando diretamente qualidade assistencial, sustentabilidade financeira e confiança pública nos serviços de saúde. Alguns dados relevantes:

  • OMS (2022)1: 1 em cada 10 pacientes internados adquire uma infecção evitável.
  • OPAS (América Latina)2: hospitais com fraco controle de infecção têm até 5 vezes mais eventos adversos, especialmente em UTIs.
  • ONA (Brasil)3: 70% das mortes associadas às infecções hospitalares poderiam ser evitadas com práticas adequadas.
  • ANS4: alerta para a necessidade contínua de vigilância epidemiológica, auditorias e padrões estruturados de processamento.
  • SBCM5 (Sociedade Brasileira de Controle de Infecção): reforça que falhas na limpeza manual e no uso adequado de EPIs continuam entre as principais causas de contaminação cruzada.

Além dos impactos clínicos, estima-se que complicações associadas a IRAS podem aumentar significativamente os custos hospitalares, criando um ciclo de pressão sobre leitos, equipes e recursos.


Tipos mais comuns de infecções hospitalares

As IRAS podem se manifestar de diversas formas, dependendo do tipo de procedimento, dispositivo utilizado e condição clínica do paciente. As principais incluem:

1. Infecção do trato urinário (ITU associada a cateter)

  • Frequentemente associada à colonização bacteriana por biofilmes no cateter.

2. Pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV)

  • Uma das infecções mais graves e de maior mortalidade.
  • Relacionada ao manejo de circuitos respiratórios, condensações e higienização inadequada dos dispositivos.

3. Infecção de corrente sanguínea (ICS)

  • Geralmente ligada ao uso prolongado de cateter venoso central.
  • Qualidade de limpeza da pele e esterilização de materiais têm papel direto.

4. Infecção de sítio cirúrgico (ISC)

  • Associada tanto à técnica cirúrgica quanto ao processamento dos instrumentais.
  • Higienização inadequada e esterilização ineficaz podem aumentar o risco.

Biossegurança: um pilar indispensável contra infecções hospitalares

Biossegurança: um pilar indispensável contra infecções hospitalares

A biossegurança é composta por um conjunto de normas, práticas e comportamentos que visam proteger pacientes e profissionais contra riscos biológicos, químicos e físicos.

No contexto das IRAS, ela depende de três dimensões principais:

1. Protocolos padronizados e baseados em evidências

A ausência de padronização aumenta a variabilidade do processo e o risco de falhas. Instituições líderes adotam diretrizes internacionais como:

2. Engenharia clínica e CME fortalecidos

O processamento seguro depende de:

  • limpeza manual rigorosa,
  • uso correto de detergentes enzimáticos,
  • validação da desinfecção,
  • esterilização com parâmetros validados,
  • rastreabilidade completa.

3. Auditoria e monitoramento constante

A prevenção de infecções hospitalares só se sustenta quando há monitoramento constante dos processos.

Auditorias internas, revisão de indicadores, rastreabilidade adequada e verificação do cumprimento das instruções de uso ajudam a identificar falhas que poderiam passar despercebidas no dia a dia.

A Joint Commission International destaca que muitos eventos adversos estão relacionados justamente à falta de padronização, inconsistências na documentação e falhas de conformidade.

Esses pontos mostram como a qualidade do processo depende não apenas de protocolos bem definidos, mas da capacidade de acompanhar e aprimorar sua execução.


A endoscopia como ponto crítico na jornada da prevenção

Endoscópios flexíveis são equipamentos complexos, com múltiplos lúmens, válvulas e superfícies internas que dificultam a limpeza e aumentam o risco de formação de biofilmes.

A literatura científica global e a OMS alertam que falhas no processamento de endoscópios estão entre as principais causas de surtos de infecção associada a dispositivos médicos.

Para mitigar riscos, recomenda-se:

  • Limpeza manual imediata após o procedimento
  • Detergentes enzimáticos validados
  • Desinfecção de alto nível com tecnologias seguras
  • Monitoramento químico e microbiológico
  • Secagem forçada e armazenamento em armários ventilados
  • Rastreabilidade integral do ciclo

Esterilização moderna, rastreabilidade e tecnologia: o papel da ASP na prevenção

Dispositivos médicos complexos — como dispositivos termo-sensíveis — não toleram autoclave convencional. Por isso, a esterilização a baixa temperatura se tornou indispensável.

Os sistemas STERRAD™, baseados em peróxido de hidrogênio e plasma, oferecem:

1. Segurança microbiológica comprovada

  • Eliminam microrganismos resistentes e esporos bacterianos.
  • Não deixam resíduos tóxicos, preservando pacientes e profissionais.

2. Compatibilidade com dispositivos sensíveis

Permitem processar materiais avançados usados em cirurgias robóticas, minimamente invasivas e endoscópicas.

3. Ciclos rápidos e preditivos

Reduzem a necessidade de estoques elevados e agilizam o fluxo cirúrgico.

4. Rastreabilidade completa

Com soluções como BIOTRACE™ e ASP ACCESS®, a instituição consegue:

  • monitorar ciclos,
  • validar esterilização com indicadores biológicos instantâneos,
  • gerar documentação completa para auditorias,
  • reduzir falhas humanas,
  • fortalecer a conformidade com AAMI e ISO.

Essa integração entre tecnologia, evidência científica e suporte especializado reflete o compromisso central da ASP com a segurança do paciente.


Prevenir infecções hospitalares é um compromisso diário

A infecção hospitalar é um problema complexo e absolutamente prevenível em grande parte dos casos. A OMS, OPAS, ONA e ANS são unânimes em afirmar que instituições que:

  • padronizam processos,
  • treinam suas equipes,
  • adotam tecnologias validadas,
  • monitoram seus resultados,
  • fortalecem o CME/CE,
  • promovem uma cultura de segurança,
  • reduzem drasticamente taxas de infecção, custos operacionais e eventos adversos.

A ASP apoia essa transformação ao oferecer um ecossistema completo de esterilização, desinfecção e rastreabilidade projetado para fortalecer a biossegurança, proteger pacientes e dar suporte às equipes de saúde em toda a América Latina.

Para conhecer como nossas soluções podem apoiar sua instituição na prevenção de infecções hospitalares, fale com um especialista ASP.


Referências

1. World Health Organization. Global report on infection prevention and control. Geneva: WHO; 2022.

2. Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). OMS lança primeiro relatório mundial sobre prevenção e controle de infecções. 06 mai. 2022.

3. Organização Nacional de Acreditação (ONA). 70% das mortes por infecções associadas à assistência hospitalar poderiam ser evitadas.

4. Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). ANS alerta sobre o controle das infecções hospitalares.

5. Sociedade Brasileira de Controle de Infecção (SBCM). Notícias e boletins.

CR 000224-220104-019