Pular para o conteúdo principal

Processamento de Endoscópios: Central de Recursos para Prevenção de Riscos

O processamento de endoscópio é uma das etapas mais críticas para a segurança do paciente.

Diversos surtos e eventos adversos relatados na literatura científica demonstram que falhas nessa rotina podem levar à transmissão de microrganismos e infecções associadas ao cuidado, especialmente em dispositivos como:

  • ureteroscópios
  • cistoscópios
  • broncoscópios
  • colonoscópios
  • gastroscópios
  • duodenoscópios1

A seguir, apresentamos dados relevantes, materiais de apoio e conteúdos técnicos essenciais para profissionais que atuam com reprocessamento de endoscópios.


Falhas no processamento de endoscópios: o impacto dos dados

A literatura demonstra que as falhas de limpeza, desinfecção e secagem são mais comuns do que imaginamos — e representam risco real à segurança do paciente.

99%

dos endoscópios em um estudo de 2019 tiveram etapas de processamento ignoradas ou feitas incorretamente1.

dos endoscópios em um estudo de 2019 tiveram etapas de processamento ignoradas ou feitas incorretamente1.

19 de 20

endoscópios em um estudo de 2016 tinham várias gotículas de fluido dentro das portas e do canal2.

endoscópios em um estudo de 2016 tinham várias gotículas de fluido dentro das portas e do canal2.

S. maltophilia

uma bactéria ambiental foi introduzida em endoscópios por meio de água de enxágue usada no reprocessamento em um estudo de 20163.

uma bactéria ambiental foi introduzida em endoscópios por meio de água de enxágue usada no reprocessamento em um estudo de 20163.

Para orientações específicas ou adequação da sua instituição, solicite uma consulta com um especialista da ASP.

Conclusão: processamento seguro começa com decisão informada

O processamento de endoscópios é uma atividade altamente complexa, que exige precisão, padronização, validação constante e aderência rigorosa às instruções de uso.

Os dados científicos mostram que até pequenas falhas nas etapas de limpeza, desinfecção, secagem ou armazenamento podem gerar riscos significativos, ampliando a probabilidade de contaminação cruzada e infecções associadas ao cuidado.

Por isso, investir em processos automatizados, tecnologias validadas e programas robustos de educação continuada é fundamental para fortalecer a segurança do paciente e proteger as equipes envolvidas no reprocessamento.

Quando combinamos práticas baseadas em evidências com soluções que aumentam a rastreabilidade e reduzem a variabilidade operacional, criamos um fluxo mais eficiente, previsível e seguro.

A ASP segue comprometida em apoiar instituições de saúde na construção de práticas avançadas de reprocessamento, oferecendo conhecimento técnico, ferramentas de monitoramento e tecnologias desenvolvidas para proteger pacientes em seus momentos mais críticos.


Referências

  1. Ofstead CL., Hopkins KM., Buro BL., Eiland JE., Wetzler HP., Challenges in achieving effective high-level disinfection in endoscope reprocessing. Am J Infect Control 2019;000:1-7. Research funded by ASP.

  2. Ofstead CL, Wetzler HP, Johnson EA, Heymann OL, Maust TJ, Shaw MJ. Simethicone residue remains inside gastrointestinal endoscopes despite reprocessing. Am J Infect Control 2016;44:1237-40.

  3. Ofstead CL, Doyle EM, Eiland JE, Amelang MR, Wetzler HP, England DM, et al. Practical toolkit for monitoring endoscope reprocessing effectiveness: Identification of viable bacteria on gastroscopes, colonoscopes, and bronchoscopes. Am J Infect Control 2016;44:815-9.

CR 000224-220104-011