A segurança do paciente é um compromisso que ultrapassa as paredes das instituições de saúde.

Em algum momento da vida — do nascimento à velhice — todos dependemos de cuidados médicos seguros, eficazes e livres de danos evitáveis. Por isso, garantir a segurança do paciente não é apenas uma responsabilidade técnica: é uma missão compartilhada entre profissionais, gestores, instituições e sociedade.

Ser atendido com empatia, precisão diagnóstica e processos seguros faz parte de uma jornada de cuidado que não pode falhar. E, em 2025, a discussão tornou-se ainda mais urgente ao olharmos para a faixa etária mais vulnerável: recém-nascidos e crianças.

Cuidar com empatia, precisão e responsabilidade fecha o ciclo de um atendimento seguro. E entre todos os elementos que determinam esse cuidado, o diagnóstico correto e oportuno é um dos fatores mais determinantes para prevenir complicações, reduzir riscos e orientar o tratamento adequado desde o início.

Neste conteúdo, vamos destacar por que o diagnóstico seguro é um pilar essencial da segurança do paciente e, principalmente, como ele se relaciona com outro desafio crescente em todo o mundo: a prevenção das infecções hospitalares.

Continue com a ASP e descubra como nosso compromisso com a tecnologia, a educação e a biossegurança fortalece a proteção de pacientes nos momentos mais críticos.

Faça uma excelente leitura!

Melhorando o diagnóstico para a segurança do paciente em 2024

O Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado em 17 de setembro, foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para ampliar a conscientização global sobre práticas seguras no cuidado à saúde.

A iniciativa integra o trabalho da World Alliance for Patient Safety, criada em parceria com o Reino Unido, com o propósito de promover ações que reduzam riscos, erros e danos evitáveis nos sistemas de saúde.

Em 2025, o tema escolhido — “Cuidado seguro para cada recém-nascido e cada criança” — foca na proteção dos mais vulneráveis (bebês e crianças) contra danos evitáveis. O slogan “Segurança do paciente desde o início!”, por sua vez, mobiliza ações para cuidados neonatais e pediátricos seguros.

Independente da idade do paciente, erros de diagnóstico podem resultar em atrasos no tratamento, assim como condutas inadequadas ou falhas na comunicação entre equipes, impactam diretamente na segurança desses.

Por isso, o diagnóstico seguro não é apenas um ato clínico, é uma estratégia de prevenção.

A importância do diagnóstico precoce na segurança do paciente

A OMS destaca que o diagnóstico precoce é a primeira linha de defesa na segurança do paciente. Ele permite:

  • identificar doenças rapidamente,
  • iniciar tratamentos adequados no momento certo,
  • reduzir complicações,
  • prevenir eventos adversos,
  • encurtar o tempo de permanência hospitalar,
  • otimizar recursos assistenciais.

Segundo dados recentes da OMS, erros de diagnóstico representam cerca de 16% dos danos evitáveis nos sistemas de saúde. Muitas vezes, esses erros surgem por:

  • falhas na interpretação de sinais e sintomas,
  • comunicação inadequada entre profissionais,
  • falta de padronização,
  • uso incorreto ou subutilização de tecnologias diagnósticas.

Além disso, diagnósticos tardios podem contribuir para um aumento significativo de complicações infecciosas, especialmente em um cenário em que as infecções hospitalares continuam entre os principais desafios globais da segurança do paciente.

Esse material complementa a discussão ao mostrar como falhas no diagnóstico, monitoramento ou reprocessamento de dispositivos médicos podem ampliar o risco de infecções evitáveis.


O foco global da OMS em diagnósticos seguros

Para o ano de 2025, a OMS estabelece quatro objetivos centrais para mobilizar instituições, líderes de saúde, equipes assistenciais e pacientes:

1. Aumentar a conscientização sobre riscos nos cuidados pediátricos e neonatais

Incluir famílias e equipes assistenciais no reconhecimento precoce de sinais clínicos, erros de diagnóstico e riscos ambientais ou infecciosos.

2. Mobilizar governos e entidades de saúde

Criar estratégias sustentáveis que fortaleçam práticas de segurança, desde maternidades até UTIs pediátricas.

3. Capacitar pais, cuidadores e crianças

Promover educação acessível sobre prevenção, comunicação segura e participação ativa no cuidado.

4. Fortalecer a pesquisa aplicada

Estimular estudos sobre segurança do paciente em neonatologia e pediatria, ampliando evidências para tomada de decisão.


Segurança do paciente: um desafio global que exige ação contínua

Os números mostram a urgência do tema:

134 milhões

de eventos adversos ocorrem a cada ano em hospitais de países de baixa e média renda, contribuindo para 2,6 milhões de mortes anualmente.

de eventos adversos ocorrem a cada ano em hospitais de países de baixa e média renda, contribuindo para 2,6 milhões de mortes anualmente.

15%

das despesas hospitalares podem ser atribuídas ao tratamento de falhas na segurança do paciente em países OCDE*.

*Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)

das despesas hospitalares podem ser atribuídas ao tratamento de falhas na segurança do paciente em países OCDE*.

*Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)

4 de 10

pacientes são prejudicados nos ambientes primário e ambulatorial. Até 80% dos danos podem ser evitados.

pacientes são prejudicados nos ambientes primário e ambulatorial. Até 80% dos danos podem ser evitados.

No Brasil, os dados do I Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar (2017), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), revelam um cenário preocupante: 829 brasileiros perdem a vida anualmente devido a condições adquiridas em hospitais, o que equivale a três mortes a cada cinco minutos.

Quando expandimos o olhar para outros países da América Latina, a situação continua alarmante. O II Anuário de Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil (2018), também do IESS, analisou cinco países latinos (Argentina, Colômbia, Costa Rica, México e Peru) e encontrou uma incidência de 10,5% de eventos adversos ligados à assistência hospitalar. Desses casos, 28% resultaram em sequelas e 6% em óbitos, sendo que 60% dessas mortes poderiam ter sido evitadas.

 Em sintonia com a OMS, o Ministério da Saúde brasileiro, por exemplo, adota as 6 metas internacionais de segurança do paciente. E recomenda que as instituições de saúde do país coloquem esses procedimentos em prática no dia a dia.

Confira cada uma delas.

As 6 metas internacionais de segurança do paciente

  1. 1Identificar o paciente: sempre utilizar identificadores com nome completo, data de nascimento e outras informações relevantes.
  2. 2Aperfeiçoar a comunicação: é essencial que os profissionais de saúde se comuniquem com eficiência com todos os setores. As informações devem ser checadas e repassadas de forma clara e objetiva.
  3. 3Assegurar a prescrição correta de medicamentos: na maioria dos casos, as falhas estão relacionadas à dose, via de administração e ao tipo de droga. É vital redobrar a atenção na prescrição e utilização dos medicamentos em todas as etapas do tratamento.
  4. 4Assegurar condições ideais para cirurgias: checar qual o procedimento a ser realizado, a identificação correta do paciente, o local cirúrgico, e se há todos os equipamentos e recursos necessários.
  5. 5Reduzir o risco de infecções associadas: o controle de infecções é um ponto de atenção constante na maioria dos ambientes de saúde. Muitos hospitais possuem áreas específicas com equipamentos especializados para minimizar os riscos de contaminação associados aos próprios procedimentos.
  6. 6Reduzir o risco de quedas e lesões por pressão: avalie individualmente os pacientes que apresentam uma propensão maior a sofrerem quedas e lesões por pressão. Ao identificar os riscos, adote medidas preventivas e oriente pacientes e acompanhantes.

Mantenha essas metas sempre à vista! Faça o download gratuito do cartaz ilustrativo com as 6 metas internacionais de segurança do paciente, estabelecidas pela Joint Commission International (JCI), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Como ser protagonista da segurança do paciente

 

Como ser protagonista da segurança do paciente

Em 2025, ser protagonista significa ir além de cumprir protocolos, significa transformar o cuidado em todas as etapas, especialmente nos ambientes que atendem recém-nascidos e crianças.

Profissionais podem:

  • envolver pais e cuidadores na jornada do cuidado,
  • atualizar fluxos diagnósticos,
  • revisar rotinas de reprocessamento,
  • fortalecer comunicação interdisciplinar,
  • investir em tecnologia para reduzir falhas.

Instituições podem:

  • iluminar ambientes na cor laranja,
  • promover campanhas internas,
  • divulgar materiais educativos,
  • criar espaços de diálogo com famílias e equipes.

Pacientes e famílias podem:

  • participar ativamente das decisões de cuidado,
  • reforçar comunicação com a equipe,
  • relatar dúvidas ou sinais de risco.

Promovendo o Dia Mundial da Segurança do Paciente em sua instituição

Com base no tema “Cuidados seguros para todos os recém-nascidos e todas as crianças”, considere:

  • Realizar capacitações sobre segurança diagnóstica e manejo pediátrico.
  • Revisar fluxos assistenciais com enfoque na prevenção de infecções — do CME às unidades neonatais.
  • Usar materiais educativos da ASP sobre segurança, diagnóstico e biossegurança.
  • Iluminar sua instituição na cor laranja, símbolo global da campanha.

Segurança do paciente começa cedo — e precisa continuar em todas as etapas da vida.

Faça certo, torne seguro todos os dias.

Confie nos conhecimentos e soluções da Advanced Sterilization Products (ASP) para salvaguardar os pacientes em todos os momentos.

Afinal, nos comprometemos com a evolução constante das tecnologias de prevenção de infecções, fundamentais para a saúde.


CR 000398 - 220815